Método Peter Lynch: como analisar ações com o PEG Ratio

A Capital · Screener · atualizado em setembro de 2026

Peter Lynch geriu o Fidelity Magellan Fund entre 1977 e 1990, entregando retorno médio anual de cerca de 29% — um dos melhores track records da história do mercado. Sua filosofia era pragmática: comprar empresas que você entende, a um preço que faça sentido diante do crescimento esperado.

O índice PEG (Price/Earnings to Growth)

O PEG é o indicador mais associado a Lynch. Ele pega o tradicional índice Preço/Lucro (P/L) e divide pela taxa de crescimento esperado dos lucros:

PEG = (P/L) ÷ (taxa de crescimento de lucros, em %)

A lógica: um P/L de 20 pode ser caro para uma empresa que cresce 5% ao ano, mas barato para uma que cresce 30% ao ano. O PEG normaliza essa comparação.

Como interpretar o PEG

Outros critérios que Lynch usava

O PEG nunca foi usado sozinho. Lynch também observava:

Limitações do método

O PEG depende de uma estimativa de crescimento futuro, que pode não se realizar — projeções de lucro erram, principalmente em setores cíclicos ou em empresas early-stage. Ele também não funciona bem para empresas com lucro negativo ou muito instável, onde o P/L de partida já não faz sentido.

Como aplicar isso na prática

Calcular o PEG de uma ação isoladamente é rápido, mas rodar isso contra centenas de tickers para encontrar oportunidades exige automação. É exatamente o que o Screener da A Capital faz — cruzando PEG, dívida e outros filtros de Lynch (além de Greenblatt e Bazin) em ações brasileiras, americanas e ETFs.

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